Sem efeitos secundários ou contra-indicações, de fácil acesso, grátis e eficaz, nunca um outro remédio teve todas estas qualidades. Este "medicamento revolucionário" em todos os sentidos, nada mais é do que ... "O Sexo". Ele revitaliza o corpo, alivia o stress, excita a mente e, como se não bastasse, é um dos meios mais eficazes na prevenção de muitas enfermidades e ainda um excelente exercício físico.
Em 1975, a Organização Mundial de Saúde publicou um trabalho sobre esta matéria "Education and Treatment in Human Sexuality: The Training of Health Professionals" onde defendiam que a saúde sexual era um dos aspectos mais importantes e positivos do ser humano, devendo a sexologia ser encarada como disciplina autónoma. Felizmente que a partir desta data, os estudos nesta área tem vindo a desenvolver-se sem preconceitos ou tabus.
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Universidade de Bristol - realiza um estudo relacionando a frequência sexual com o risco da mortalidade por diferentes causas. Esta universidade utilizou "Risco Relacional", que corresponde a valores subscritos por eles tendo em conta um intervalo mínimo e máximo, muito embora não possa ser expresso em nenhuma unidade.
Probabilidades de morrer de acordo com a vida Sexual e outros factores de risco(*)
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Frequência de orgasmos
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| Risco relacional de mortalidade |
Baixa
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Média
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Alta
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Para todas as causas de falecimento
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1,9
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1,6
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1
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Por doenças do coração
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2,1
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1,8
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1
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Por outras causas
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1,6
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1,5
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1
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(*)Tendo-se en conta a idade, o tipo de trabalho - se é manual ou não -, a tensão arterial, se é fumador ou se já se padecia de alguma doença cardiovascular. Os valores para a mortalidade por emfermidades coronárias também tiveram em consideração o índice de colesterol. - Fonte: bmj.com, 2000.
Uma actividade sexual satisfatória torna o ser humano mais feliz, em harmonia com o seu corpo e com uma mente menos anciosa e irritadiça. O stress com que se vive o dia-a-dia desaparece no momento em que se toma este "medicamento revolucionário".
Falar de sexo é ainda muito difícil uma vez que envolve a intimidade de cada pessoa. No entanto, será mais fácil encarar a sexualidade, se conhecermos melhor o nosso corpo por dentro e por fora. Antes de mais, há que ter a noção de que a relação sexual provoca uma reacção em cadeia, que activa todo o organismo, uma vez que é necessária uma preparação funcional, para que a penetração seja bem sucedida. Os órgãos sexuais sofrem alterações profundas, na forma e na função, e a excitação provoca reacções vasculares, neurológicas, musculares e hormonais.
Como medicina preventiva:
O prazer é apenas uma amostra dos benefícios do sexo. Além de retardar os efeitos de envelhecimento, a satisfação sexual ajuda na prevenção de doenças.
- Previne a osteoporose - Fazer sexo fortalece os ossos devido ao aumento do nível de estrogénios no organismo da mulher e de testoterona, no caso do homem. A testosterona é também responsável pela força dos músculos.
- Alivia as dores - De cabeça, reumáticas, menstruais... As enxaquecas são caracterizadas pela vasodilatação, uma vez que os vazos sanguíneos da cabeça dilatam e ficam muito doloridos. Durante a excitação e o orgasmo, o cérebro é imundado pela endorfina cujo efeito analgésico e tranquilizante pode fazer a dor desaparecer repentinamente. As dores menstruais também tendem a desaparecer, já que as contracções provocadas pelo orgasmo fazem com que o fluxo se disperse, relaxando a região e diminuindo as dores.
- Actividade renal - Com o aumento da circulação sanguínia os rins trabalham mais, eliminam melhor os depósitos de toxinas. Beber bastante água depois de fazer sexo complementando o trabalho de purificação dos rins.
- Evita problemas de próstata - Segundo Hugh O'Neill, editor da revista "Men's Health", os homens que têm relações sexuais, pelo menos três vezes por semana, têm menos probabilidades de desenvolver problemas de próstata, dado que as ejaculações frequentes ajudam a manter esta glândula em forma.
- Previne as constipações - Muito frequentes, principalmente no Inverno, as constipações caracterizam-se pelo esgotamento e a debilidade, provocados por uma alteração no equilíbrio hormonal. Uma vida sexual activa e satisfatória contribui para manter um nível adequado de estrogénios e testosterona.
- Fortalece a musculatura pélvica - Esta é uma área que precisa de exercício, uma vez que o seu enfraquecimento aumenta o processo de queda da bexiga (prolapso). O orgasmo provoca entre cinco a doze contracções da musculatura que envolve o órgão sexual.
- Reforça o sistema imunitário - Segundo estudos científicos, existe uma relação entre o estado de humor e a imunidade, ou seja, as pessoas mal-humoradas e que sofrem de depressão reflectem os seus sentimentos no sistema imunológico. Logo, se as experiências sexuais agradáveis ajudam a melhorar o humor, também têm reflexos positivos no sistema de defesa do organismo. Isto significa que o sexo solidifica as defesas do organismo contra certo tipo de doenças, para afastar o fantasma da doença, nada melhor do que ter relações sexuais regularmente e de forma satisfatória.
- Fortalece a actividade cardíaca - Durante a relação sexual dá-se uma descarga de adrenalina que aumenta a frequência cardíaca. O sangue circula por todo o lado, estimulando a irrigação. Na altura do orgasmo, a libertação de endorfina relaxa as paredes dos vasos, o que facilita a fluidez do sangue e diminui o risco de enfartes e derrames provocados pelo entupimento das veias. Nesta fase, as artérias dilatam-se absorvendo maior quantidade de oxigénio enquanto a frequência cardíaca chega aos 120 batimentos por minuto.
- Ajuda a dormir - O orgasmo permite um estado relaxante a nível psicofísico. Na fase orgástica extingue-se a tensão e a ansiedade, responsáveis pelo endurecimento da musculatura do corpo e pela insónia, o que faz com que o sono chegue mais depressa.
- Pode proteger contra o cancro da mama - Na opinião do dr. Timothy Murrell, da Universidade de Adelaide, na Austrália, os orgasmos podem ajudar a evitar o cancro da mama em mulheres que nunca tenham tido filhos. A sua teoria especula que a oxitocina que se liberta durante o climax inibe a proliferação de células cancerígenas, uma vez que nesse momento os níveis desta hormona são entre três a cinco vezes mais elevados que o habitual.
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