A vossa vida entre os lençóis pode ser um indício do vosso bem estar no dia-a-dia. Conheçam alguns dos problemas que podem afetar tanto homens como mulheres, na cama ou fora dela, e vejam porque é essencial discutirem essa relação...
O sexo é tão vital para a saúde quanto comer, dormir e fazer exercícios, garantem médicos e psicólogos. Até a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) dá destaque ao tema, colocando a actividade sexual como um dos índices que medem o nível de qualidade de vida. A verdade é que, entre outras coisas, a prática alivia as tensões, ajuda no combate à depressão, revitaliza o corpo, estimula a mente e ainda queima calorias (cerca de 300 por hora!), pois trata-se de um excelente exercício aeróbico e anaeróbico.
Uma das responsáveis por esse saudável turbilhão é a endorfina - substância liberada durante o acto -, que mexe com os mecanismos cerebrais que controlam o humor, a resistência ao stress e à dor e, principalmente, as sensações de prazer. "Saúde e sexo são praticamente sinónimos. Quem possui uma vida saudável apresenta um desempenho sexual satisfatório. As pessoas que têm relações com regularidade conseguem equilibrar as suas hormonas e estimular as suas potencialidades. Consequentemente são mais felizes com elas mesmas", afirma um psiquiatra.
| Em geral o homem está muito bem informado sobre as doenças sexualmente transmissíveis e a sida, mas só isso não basta. Os números apontam: 1/3 das mulheres e não mais do que 40% dos homens fazem uso correto do preservativo. |
Acontece que muita gente não relaciona os problemas de sexo com os de saúde. E isso muitas vezes compromete a satisfação entre os lençóis e adia até mesmo o diagnóstico de uma doença mais séria. "Ainda existe um grande grau de desconhecimento nessa área. No homem, por exemplo, a disfunção erétil pode revelar distúrbios físicos ou emocionais, como hipertensão, diabetes, cardiopatias, depressão".
Orientação sexual
- 97% das mulheres e 92% dos homens consideram-se heterossexuais
- 2,5% das mulheres e 6% dos homens, homossexuais
- 1% das mulheres e 2% dos homens, bissexuais
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O impacto da impotência
Um estudo inédito, também divulgado recentemente, procurou avaliar como as mulheres encaram a impotência sexual masculina e o que pensam a respeito de medicamentos (como Viagra, Cialis ou Levitra) que combatem o problema. "De 45% de homens com algum grau de disfunção erétil, apenas 15% procuram tratamento. Isso, depois de três anos, em média, convivendo com o distúrbio. Algumas vezes é a parceira quem motiva a consulta", diz um urologist.
Quantas relações sexuais você costuma ter?
- Três ou mais por semana 45%;
- uma a três por semana 33%;
- uma a cada 15 dias 18%;
- uma por mês 3%; menos de uma por mês 1%.
Seu parceiro utiliza recursos para melhorar o desempenho sexual?
- Não 81%;
- não sabe 12%;
- sim 7%.
- Do grupo que disse sim, 35% respondeu que o tratamento se dá por meio de remédios.
O sexo melhorou depois que ele passou a usar o medicamento?
- Sim 82%.
- Por quê? O homem ficou mais seguro 30%;
- mais interessante 23%;
- mais calmo 19%.
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Situações que interferem negativamente no desempenho
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Mulheres
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Homens
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| Cansaço |
57,3%
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50,1%
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| Atividades diárias |
34,3%
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28,1%
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| Pouco tempo |
26,2%
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19,4%
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| Parceiro(a) antigo(a) |
24,6%
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27,3%
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| Ansiedade |
21,4%
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24,9%
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| Sexo com programação |
20,7%
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16,4%
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| Falta de atração |
15,8%
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17,2%
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| Medo de falhar |
6,2%
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18,4%
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| Parceiro(a) pouco experiente |
10,1%
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13%
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| Dificuldades sexuais do(a) parceiro(a) |
9,9%
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14%
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| Parceiro(a) recente |
9,5%
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6,4%
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| Exigências do(a) parceiro(a) |
8,9%
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8,9%
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| 'Compromisso' no relacionamento |
5,5%
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6,4%
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| Parceiro(a) mais experiente |
5,7%
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6,3%
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| Falta de aceitação dos 'outros' da sua orientação sexual |
2,3%
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2,8%
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| Não-aceitação da própria orientação sexual |
2,3%
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2,1%
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Para ter mais prazer
- Cuidem da saúde: diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e deficiências hormonais, assim como ansiedade e depressão são inimigos do sexo.
- Melhorem a vossa comunicação sexual. E sejam 'didáticos', ou seja, falem claramente sobre o que gostam e o que não gostam na cama, revelem os vossos desejos e inseguranças.
- Não descuidem a aparência. Não percam o respeito pelo próprio corpo.
- Evitem a rotina e não tornem a relação sistemática e previsível. Soltem a imaginação e diversifiquem com fantasias e brincadeiras.
- Não levem os problemas do dia-a-dia para a cama. Se não for possível desligar-se deles, é melhor deixar o sexo para outra hora.
- Tenham o bom senso para não responsabilizar o outro pelos vossos fracassos.
- Anotem: férias, exercícios, sexo, tempo, alimentação e fantasia são 'prescrições médicas' para se obter satisfação sexual.
- Esqueçam as regras rígidas. Cada casal é único e deve criar as suas próprias diretrizes.
Tipos de dificuldades no início sexual
HOMENS
- Não controlar a ejaculação 40,6%
- Não conseguir parceira 38,1%
- Não satisfazer a parceira 17,3%
- Não atingir o orgasmo 11,3%
- Não manter a ereção 9,7%
- Não ter ereção 8,4%
- Não se excitar 8,4%
- Orientação sexual indefinida 5,4%
- Não aceitar a orientação sexual 3,9%
- Não ter vontade de sexo 2,2%
MULHERES
- Não atingir o orgasmo 58,6%
- Não se excitar 25,1%
- Não ter vontade de sexo 17%
- Não satisfazer o parceiro 7,7%
- Não conseguir parceiro 7%
- Orientação sexual indefinida 2,3%
- Não aceitar a orientação sexual 1,4%
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