A autodescoberta IV
Publicado em 2013-04-26 na categoria Contos eróticos / Fantasias


Aquela última frase acendeu milhares de luzes naquela mulher de meia-idade. Pensou que valia a pena jogar tudo para cima e cometer uma loucura (o arrependimento mata, porém a curiosidade também!). Vestiu-se com uma rapidez que ela mesmo desconhecia ter e em poucos minutos estava dirigindo-se para o encontro da sua vida.

As coordenadas fornecidas para o GPS do carro de Sílvia indicavam um edifício sofisticado num bairro nobre da cidade. Ela raramente ia para aquela região e sabia que se tratava de um bairro de classe alta e de gente com posses suficientes para ter o que quisesse.

Aquilo ainda causava-lhe certo temor, mas não havia razão para recuar agora – era tudo ou nada!, pensou ela – e continuou no seu trajecto orientado pelo equipamento do veículo. Estacionou o carro bem próximo do seu destino. Era um edifício residencial de alto padrão que parecia ter apenas um apartamento por andar. “Que chique!”, pensou ela enquanto admirava o local onde o dono daquela voz linda morava.

Seria casado? Jovem ou velho? Teria filhos? Seria apenas um doido tarado querendo uma presa fácil para as suas fantasias? Foi novamente o telefone celular que tirou Sílvia daquele mar de pensamentos inúteis. “Olá, você já chegou minha delícia? Estava a tua espera, podes subir o meu apartamento fica no terceiro andar e a porta está aberta, … Ah! O porteiro está avisado, podes deixar o carro na garagem, vaga de visitantes, vem que estou à espera, …”.

Sílvia entrou e estacionou como foi indicado. Não viu o rosto de ninguém, o prédio parecia estar completamente vazio. Trémula e a caminhar com dificuldade ela dirigiu-se até ao elevador social e ao entrar imediatamente apertou a tecla do terceiro andar – se não tivesse feito isso, talvez tivesse desistido de tudo e voltado para o carro.

E quando a porta tornou a abrir-se Sílvia deparou-se com um hall amplo e decorado com extremo bom gosto. Floreiras coloridas e naturais davam um tom jovial ao lugar (será que ele era apenas um rapaz a querer divertir-se?) e alguns quadros com tons eróticos – porém moderados – davam um ar mais intimista ao ambiente.

Ela saiu do elevador e caminhou até a porta. Ao fazer menção de tocar na maçaneta folheada a ouro, a porta entreabriu-se quase que num passe de mágica. A sala de acesso também era muito bem decorada e um corredor amplo e curto conduzia a um outro ambiente que estava em penumbra controlada.

A voz – agora ao natural – convidou-a a entrar e assim que ela obedeceu viu uma silhueta protegida pelas sombras em pé ao lado de um sofá de canto. A imagem que ela via denotava alguém alto e de porte atlético. Não sabia se estava nu ou vestido, mas sentiu-se aliviada ao perceber que não era alguém muito jovem – afinal ela não queria ser confundida com uma Milf – já que jovens não lhe causavam qualquer motivação que não a de tratar como crianças.

O anfitrião permanecia na penumbra, porém a sua voz fazia-a perceber por todo o ambiente dando sinais claros de que ambos estavam totalmente a sós. Ele elogiou o vestido ao que ela agradeceu dizendo-lhe que tivera muito bom gosto. “Que tal tu fazeres um striptease para mim? Eu iria adorar.”

Quando Sílvia ia argumentar que não havia música ouviu-se o som que parecia ter tomado conta do ambiente. Era uma música suave, mas muito excitante. Sílvia fechou os olhos e começou a acompanhar o ritmo. Lenta e languidamente, ela gingava o corpo com movimentos provocativos que nem sabia conhecer. As vezes parecia querer entregar-se, e outras afastava-se evitando aproximar-se o suficiente.

Deixou que o vestido de alças fosse ficando cada vez mais esvoaçante e dando as costas para o seu anfitrião sinalizou-lhe que abrisse o zíper lateral. O homem aproximou-se demonstrando extrema excitação e fez com que o zíper descesse o mais lentamente possível. Assim que terminou, Sílvia afastou-se e deixou que o vestido caísse aos seus pés.

Nesse momento, apenas com as peças íntimas que havia recebido de presente Sílvia continuou a dançar com os sapatos de saltos extremamente altos, gingando e rebolando de modo cada vez mais provocativo. O seu companheiro de aventura não foi capaz de conter-se e saindo da zona de penumbra, aproximou-se dela deixando que a pouca luz do ambiente revelassem o seu rosto e corpo.

“Que homem divino!”, pensou ela enquanto saboreava a visão que estava à sua frente. Era um homem também de meia-idade, mas com aspecto mais jovial que aquele próprio da idade. Tinha feições finas sem ser delicado e o corpo – Aí, o corpo – era uma escultura digna de um Auguste Rodin. “Delicioso!”, pensou ela mais uma vez antes de ser abraçada carinhosamente por ele.

Beijaram-se longamente – um beijo que há muito tempo Sílvia não recebia de alguém. As suas mãos ágeis e másculas percorriam a sua pele como um escultor examinando detalhadamente a sua próxima obra de arte. As carícias prosseguiam cada vez mais longas, aprimoradas e repletas de desejo incontido. Sílvia nem percebeu quando ele subtilmente tirou-lhe o sutiã deixando os seus seios à mostra.

Beijou-os com sofreguidão, buscando os mamilos endurecidos pela excitação provocativa do momento. Ao mesmo tempo, Sílvia - não se fazendo de rogada – procurou pelo seu instrumento de prazer e quando finalmente conseguiu tocá-lo quase teve um colapso; era um membro enorme que mesmo por cima da roupa demonstrava toda a sua pujança e energia. Pensou que aquele monstro não podia invadir a sua pequena vagina sem causar um estrago irremediável; porém ouviu a voz quente e máscula dele em seu ouvido sussurrando: “Calma minha delícia, ele não te vai magoar, apenas dar-lhe o prazer que tu jamais sentiste”.

E muito embora Sílvia não se achasse do tipo mignon, ficou surpresa quando quando ele tomou-a nos braços sem qualquer dificuldade, permitindo que o seu corpo ficasse colado ao dele. As suas mãos passeavam pelo tórax avantajado do seu parceiro e os pelos estavam completamente eriçados demonstrando claramente que ele também estava muito excitado. Tendo-a nos braços ele conduziu-a até ao sofá mais próximo, deitou-a suavemente e depois passou a divertir-se com a última peça de resistência do pobre vestuário da sua desejada.

E com uma maestria digna de uma cena tórrida de cinema, tirou a minúscula calcinha deixando à mostra uma vagina delicada e suculenta que já estava húmida de tanto desejo. Sílvia gemeu baixinho quando a mão quente daquele homem fabuloso acariciou o seu monte de Vénus que, por sua vez, deliciava-se com a maciez da pele depilada com muito cuidado.

As carícias foram crescendo e fazendo com que Sílvia gemesse e se contorcesse cada vez mais. “Não te reprimas tesuda, … aqui tu podes gemer e gritar o quanto quiseres, … estamos apenas no início da nossa aventura!”, a voz dele (máscula e carinhosa) deixou Sílvia completamente fora de si. Mais uma vez beijou-o longamente na boca, sentindo o sabor daquela língua que ela desejava que estivesse em outro lugar. “Por favor, … chupa-me, … por favor, …” , implorou Sílvia com voz fraca de quem não conseguia mais conter o seu desejo.

E ele prontamente a atendeu passando a executar um sexo oral que Sílvia jamais experimentara. Foi divino! Tão profundo, tão suave e gentil, tão enlouquecedor que ela gozou intensamente por várias vezes. Era algo inconcebível para ela – com Paulo o máximo que atingira foram apenas dois orgasmos seguidos.

Ela não imaginava que aquilo fosse possível, que um homem pudesse despertar algo tão espectacular numa mulher. Os orgasmos sucediam-se numa onda interminável de prazer. Sílvia gemia, contorcia-se, acariciava os cabelos dele com as mãos e não resistia quando ele retomava a marcha da sua língua voraz. O ápice veio quando o orgasmo foi tão intenso que ela amedrontou-se ao sentir que estava a esguichar um líquido de uma forma inexplicavelmente constante.

Mas, o seu parceiro veio imediatamente em seu socorro e disse-lhe que não se preocupasse pois o líquido era uma explosão natural do corpo. E quando cessou Sílvia sentia-se desfalecida, sem energias. Tinha gozado de um modo nunca antes imaginado. O seu parceiro também parecia estar cansado, porém muito menos que ela, inclusive porque o membro descomunal continuava erecto e vibrante.

 
Informe Abusos | Mapa do site | Copyright | Franchising | Contactos

ErosGuia 2012
Desenvolvido por Ideia CRIATIVA