Quilometragem livre – mulher rodada é que é bom
Publicado em 2015-01-26 na categoria SexAppeal / Elas e o sexo


Mulher que é mulher dá para quem ela quiser. Aliás, nem perde tempo a pensar nisso porque é algo tão natural e simples na sua vida quanto escovar os dentes. Por isso acho patético essas fulaninhas cheias de preocupação, a ler livros e a fazer contas (primeiro encontro, terceiro, décimo segundo?) para descobrir o momento ideal de arriar a calcinha...

ailinSaturno e Vénus deverão estar alinhados conspirando para um acontecimento pós-transcendental. Parece que elas são oferendas pra Quetzalcoatl! Acorda, é só sexo! Carnal e pouco asseado como deve ser. Apesar da aparente modernidade, tá cheio de mulher regulada por aí. E não porque não sintam vontade de dar, não: esse motivo é até respeitável. É porque tem medo do que os outros vão falar.

Medo do que o cara vai pensar dela, vê se pode. Jamais me preocupei com o que o vizinho ou o porteiro pensam de mim: se eles não tem nada mais importante pra fazer do que vigiar a vida alheia, que vão comer mamão morno. O problema é que nossa sociedade é, feito lençol freático, permeada por um moralismo mais contaminador que dengue e, quando você menos espera, se pega censurando a conduta dos outros igualzinho sua avó jurássica.

Um namorado meu, há tempos, precisava de um bom advogado (não me lembro mais pra quê). Indiquei um grande amigo meu. Ele foi ao escritório do cara, curtiu e acabou fechando negócio. Meses depois, vendo o álbum do meu aniversário de 20 e poucos anos, o cidadão teve um surto porque deparou com uma foto minha dando um beijão no meu amigo, agora, seu advogado.

“Você deu pra ele?!”
“Ué, dei. Na época, claro.”
“E ainda diz que é amigo?! Você fica trepando com tudo quanto é amigo, é? E me faz fechar negócio com um cara que te comeu?!”

Olha, sinceramente, homem que fica encanado com a vida sexual pregressa da namorada precisa tomar surra de frigideira pra deixar de ser besta. O mais engraçado é que os machos rodados se acham os Tiger Woods do sexo (acertam o buraco cada vez com mais distinção), mas as mulheres viram roupa comprada em brexó? Ah, faça-me o favor. Dou o que é meu e ninguém tem nada a ver com isso. E, aliás, o número de pessoas que passaram pela minha cama não te interessa, não altera a BOVESPA, nem a minha personalidade ou valor. Muda, isso sim, a experiência. O que é, ao meu ver, ótimo: ter referencial é algo valiosíssimo nesses dias de propaganda enganosa…

Mas, veja bem: dar pra quem quiser não significa passar o rodo no time de basquete inteiro ou em toda sua turma de amigos, não. Isso é falta de respeito consigo mesma. Porque, como disse Leila Diniz a um babacão que, depois de tomar um sonoro fora, a chamou de vagabunda: “Querido, eu posso dar pra todo mundo, mas não pra qualquer um”.

Isso é que é mulher.

* Ailin Aleixo é jornalista e escreve o Gastrolândia, onde descobriu que comida é tão interessante quanto o comportamento. Já passou por veículos como VIP, Playboy, Viagem e Turismo, Época São Paulo, Veja São Paulo e Alfa. Actualmente, colabora para a revista Prazeres da Mesa e é colunista da Wish.

 
Informe Abusos | Mapa do site | Copyright | Franchising | Contactos

ErosGuia 2012
Desenvolvido por Ideia CRIATIVA