Olhando para a sigla propriamente dita, esta já nos diz como é que se podem apanhar algumas doenças: através de uma relação sexual. O assunto é sério, então confira abaixo como evitar as 7 DST (dst - doenças sexualmente transmissÃveis) mais comuns.
Clamídia
É uma doença causada por uma bactéria chamada Chlamydia Trachomatis. Afecta tanto os homens como as mulheres. No entanto, a maioria dos portadores dessa doença não sente nenhum sintoma. Caso eles apareçam, é em torno de 1-3 semanas após o contacto sexual. Pode causar infertilidade masculina e feminina.
Sintomas: As mulheres apresentam secreções vaginais anormais e sensação de queimação ao urinarem. Os homens também apresentam a secreções e sentem ardor ao urinar.
Tratamento: É tratada e curada com o uso de antibióticos. Em seguida, recomenda-se um período de abstenção sexual para que a pessoa não pegue outra infecção.
Como evitar: Sexo seguro com o uso de preservativos. Evitar o contacto sexual com múltiplos parceiros.
Gonorréia
Também transmitida por uma bactéria, a Neisseria gonorrheae. Ela infecta essencialmente a uretra.
Sintomas: Nos homens, pode apresentar secreção purulenta(com pus) e ardor, mas nas mulheres pode ser assintomática. Se não tratada, pode afectar outros órgãos, como testículo (homens) e útero (mulheres), causando infertilidade e outras complicações.
Tratamento: O tratamento é feito com antibióticos bem potentes, como azitromicina.
Como evitar: Uso de camisinha.
Sida
Causada pelo vírus do HIV, é causadora da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, o que leva a uma perda progressiva da imunidade(a pessoa fica sem ter como lutar contra infecções e doenças simples, como a gripe).
Sintomas: podem ser brandos no começo, e depois virem com força total. Os portadores podem apresentar febre constante, manchas na pele, dores de cabeça, calafrios. Em seguida, doenças como tuberculose e pneumonia também podem aparecer.
Tratamento: a Sida ainda não tem uma cura. O tratamento é feito a partir de um coquetel de medicamentos que visa proteger a imunidade do paciente. Hoje o tratamento é considerado moderno, e pacientes podem levar uma vida relativamente normal.
Como evitar: Uso de camisinha e uso de seringas descartáveis.
Sífilis
Causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser transmitida de mãe pra filho, por transfusão de sangue ou por contato directo com sangue contaminado.
Sintomas: Lesões duras(cancros) nos órgãos genitais, podendo também aparecerem no ânus, pele, gengiva.
Tratamento: Feito com antibióticos(normalmente com penicilina).
Como evitar: Uso de preservativos.
Herpes genital
Causado pelo vírus da herpes simples(HSV). Uma vez que alguém é infectado, dificilmente o vírus será eliminado do organismo.
Sintomas: Lesões e consequentemente formação de bolhas que cicatrizam sozinha. Ardor e prurido podem aparecer antes das lesões.
Tratamento: Como não tem uma cura, o tratamento é feito com aciclovir apenas quando as lesões estão aparentes, já que a doença se “esconde” no nosso organismo.
Como evitar: Abster-se de contacto sexual, evitar contato com parceiros que possuam a doença e uso de preservativos.
Hepatite B
Doença infecciosa que causa inflamação no fígado. A via sexual não é o único meio em que uma pessoa pode pegar a doença, mas é a principal maneira. Pode ser transmitida também através de agulhas para colher sangue e injectar drogas ilícitas.
Sintomas: Febre, dores nas articulações, icterícia.
Tratamento: Já existe uma vacina que deixa a pessoa protegida pelo resto da vida. No entanto, uma vez que alguém é contaminado, usa-se um medicamento chamado interferon. É um tratamento longo, caro e doloroso.
Como evitar: Tomar a vacina, evitar o contato com sangue contaminado, objetos cortantes e de compartilhamento em comum(como alicates) e uso de preservativo.
Infecção por HPV
Conhecido como Papilomavírus humano.
Sintomas: Aparecimento de lesões semelhantes à verrugas. Nas mulheres, é um dos responsáveis pelo cancro do colo do útero.
Tratamento: Combinação de métodos(químicos, cirúrgicos, imunoterápicos).
Como evitar: Há vacinas, mas que só são obtidas apenas em redes particulares de saúde(tem que pagar e não é barato). A camisinha protege, mas não 100% por não cobrir toda a superfície de contágio.
Nota final: Deu para ver que a camisinha pode ajudar a evitar todas essas doenças, não é verdade? Então não facilitem, deixem de pensar que fazer sem é melhor e protejam-se!
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