Cada vagina é tão única quanto uma impressão digital
Publicado em 2015-02-04 na categoria Sexologia / Sexualidade


Esqueça tudo que já leu em revistas femininas. Se você é mulher e tem vagina, ninguém lhe pode ensinar a ter um orgasmo a não ser você mesma (digo isto porque algumas pessoas são mulheres e ainda não têm vagina, pois ainda não passaram pela cirurgia de mudança de sexo, o que não impede que sejam mulheres nos seus íntimos). Mas, se você tem uma vagina, saiba que ela é única, assim como as impressões digitais dos seus dedos.

Um ilustrador médico chamado Frank Netter fez um estudo muito interessante que exemplifica bem isso. A ideia dele era genial: começou a mapear e desenhar as terminações nervosas do pénis e da vagina e, a partir daí, muitos cientistas puderam compará-los.

Veja bem, todas as sensações que você tem são causadas por nervos que estão ligados directa ou indirectamente ao seu cérebro. Quando há um estímulo, como um carinho, a chama de um fogo ou mesmo uma picada de agulha, esses nervos enviam ao seu cérebro uma mensagem e o cérebro interpreta-a, comandando o resto do corpo a causar as sensações relacionadas, no caso, prazer, calor e dor. Tudo isso acontece tão rápido que parece instantâneo.

Com a vagina não é diferente. São os nervos que ficam por ali que ensinam o cérebro que o negócio tá bom e está na hora de gozar!

O que o doutor Netter demonstrou com as suas imagens, porém, é que, enquanto os homens têm terminações nervosas bem parecidas na região do pénis, as mulheres têm uma rede de nervos muito ramificada, mais ampla e única. Ou seja, o nosso orgasmo é muito mais complexo que o masculino, e individualizado, ainda por cima.

É por isso que algumas mulheres atingem o orgasmo apenas com penetração, outras precisam de estímulo externo e outras preferem os dois ao mesmo tempo. Não há absolutamente nada de errado se uma sua amiga goza com sexo anal, a outra com penetração e você prefere uma ajudinha dos dedinhos do amado para atingir o ápice, porque o segredo para o prazer de cada mulher é só dela.

Isso significa uma série de coisas boas. A primeira é que o sexo que o parceiro teve com a ex ou as ex, nunca será sequer remotamente parecido com o que tem ou terá com você.

Mas a melhor parte é que você pode (e deve) viver um grande romance com a sua vagina. Seduza-a, ganhe intimidade até que ela lhe conte todos os seus segredos. Como se faz isso? Tocando-se! Vá lá e ponha a mão em cada cantinho da sua vulva, clítoris e lábios e veja qual lhe proporciona a melhor sensação. Masturbe-se à vontade até descobrir. E se demorar, tudo bem, para algumas demora mais a chegar lá.

Se alguém lhe disser que masturbar é errado, essa pessoa está a ser machista ou, no mínimo, está mal informada. Isso porque o prazer feminino DEPENDE da masturbação. Como você vai ensinar o seu parceiro a lhe dar prazer se você mesma não sabe como? Depois de você se descobrir, vem a deliciosa parte da exploração a dois, de tentar posições que provocam aquelas áreas que lhe dão prazer e de amar todo esse processo que aumenta tanto a intimidade do casal.

Claro, o orgasmo envolve muito mais coisas que ramificações nervosas, como o entrosamento do casal, a liberdade sexual da mulher, a calma, etc. Mas conhecer a sua biologia já é uma passo gigante. E lembre-se: a sua vagina é única, ninguém lhe vai ensinar os segredos dela a não ser você mesma! Divirta-se nessa descoberta!

Nas imagens que ilustram este artigo podemos ver dois "mapas" das redes nervosas da vagina que o doutor desenhou durante os seus estudos, caso esteja curiosa. A imagem em cima é da vagina e a inferior do pênis. As redes nervosas são as linhas brancas.

 
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