Primeiro estranha-se, depois entranha-se
Publicado em 2015-02-03 na categoria ExtraSex / SexoComSegurança


O preservativo feminino surgiu na década de 90 com a finalidade de proporcionar um método de contraceção e de proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que dependesse única e exclusivamente da ação da mulher.

O primeiro modelo lançado no mercado (FC1) foi ridicularizado pela imprensa e rejeitado pelos consumidores que viram neste preservativo apenas um saco de plástico, extremamente ruidoso durante a actividade sexual. O preservativo deve ser inserido na vagina por forma a que o anel interior fique colocado no colo do útero, enquanto o anel exterior deve cobrir a área externa da vagina, aderindo aos lábios.

Após o fracasso do primeiro preservativo feminino, foi lançado uma nova versão (FC2) que despontou o interesse dos países em desenvolvimento como a Nigéria, Moçambique e Zimbabué, como mecanismo de contraceção e de prevenção das DST.

A grande maioria das mulheres ficou satisfeita com o uso do preservativo feminino, pois este pode ser colocado horas antes de ter sexo e dá vantagem às mulheres no que toca à “ negociação do preservativo” que muitos homens tendem a recusar. Por outro lado, o anel externo estimula áreas sensíveis durante a penetração, aumentando o prazer e a excitação.

Entretanto novos produtos chegaram ao mercado tais como o Womans Condom, em forma de tampão que ao ser inserido na vagina expande e através de pontos de espuma mantém-se no lugar certo; o Cupid e VA Wow com um anel interno formado por uma esponja que facilita a inserção do preservativo; ou até mesmo em forma de tanga com o preservativo acoplado.

Como resposta às críticas ao preservativo feminino, surgiu nos EUA o Origami; um preservativo em forma de concertina que se expande e se adapta à anatomia feminina. O objectivo é fazer deste produto tão atractivo para as mulheres como para os homens. Dado que o Origami é composto por silicone, pode ser lavado e, assim reutilizado, ao contrário dos restantes preservativos. Espera-se que chegue ao mercado em meados de 2015.

Apesar dos recentes desenvolvimentos, o preço dos preservativos femininos, bem como a dificuldade de acesso aos mesmos continuam a ser os principais entraves à generalização do seu uso.

 
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