O golpe III
Publicado em 2016-01-06 na categoria Contos eróticos / Interracial


Vou até ao bar para beber algo forte. Peço a bebida e observo o ambiente que continua pacífico com os clientes animados com as actuações das raparigas, todos eles, totalmente alheios aos acontecimentos causados por aquela guerra ali mesmo, quase nas suas barbas. Entretanto a Cristina sai da casa de banho e dirige-se para o escritório. Termino a minha bebida e vou atrás dela.

Ao entrar, encontro-a sentada na beira da secretária a olhar para o vazio. Assim que se apercebe da minha presença, diz:

- Acabei de falar com o Rui... já está a chegar...

- A Cristina não lhe contou nada? - Pergunto.

- Não, não... não contei nada... nem podia... sem sei como... - Responde como se estivesse a tentar justificar-se.

- Cristina, quero que saiba que lamento muito tudo aquilo...

- Lamenta? Lamenta mesmo? Não me pareceu que tivesse feito algum sacrifício...

- Cristina, você não está a ser justa... sabe muito bem que era eu ou eles... e eles não a iam tratá-la bem...

- E você tratou?

- Procurei tratá-la o melhor que pude, dadas as circunstâncias...

- A si acredito que as circunstâncias não lhe pesaram nada.

- Diga-me a Cristina... analise as duas hipóteses e diga-me qual preferia...

- Eu não queria nenhuma...

- Nem eu queria que aquilo lhe acontecesse, mas aconteceu. Muito friamente há que admitir, do mal o menos...

- Pois... e você nem gostou nada...

- Acho que gostei tanto como você!

Ela levanta a mão a dá-me uma violenta bofetada na cara. Peço-lhe desculpa pela minha indiscrição e retiro-me. Minutos depois chega o Rui que me saúda, perguntando pelas novidades. Enquanto nos dirigimos para o escritório coloco-o ao corrente da situação. Assim que entra no escritório dirige-se à esposa perguntando se está bem. Assustada responde que sim.

- O Vasco já me contou tudo. Não sei como é que aqueles gorilas conseguiram desamarrar-se... ainda bem que aqui o Vasco conseguiu evitar que te fizessem mal... mas o mais importante é que foram-se embora sem estragar nada...

- Sim, o mais importante...

- Ei, ei, então... não fiques assim, tu és a coisa mais importante para mim...

- A coisa?

- Mau... agora vais-me azucrinar a cabeça por causa de umas palavras mal usadas? Querida, desculpa, mas eu estou com a pica toda... apetecia-me... apetecia-me... Vasco, podes sair e certifica-te que não somos incomodados, quero fazer amor com a minha esposa...

Retiro-me ouvindo-a reclamar por dizer aquilo à minha frente. Sem grandes cerimónias ouço-o mandá-la virar e inclinar-se sobre a mesa. Dois minutos depois ouço-o grunhir de prazer. Aproximo-me da porta que não ficou totalmente fechada e espreito pela frincha.

A Cristina está deitada sobre a secretária, virada para baixo, semi-despida, com as calças em baixo. O marido, posicionado atrás dela, segura-a pelo quadril e fode-a por trás. Ela limita-se a ficar quieta, segurando-se à outra beira da mesa, com a cabeça pousada no tampo com o olhar fixo na parede.

Assim que presente movimentações, desvia o olhar, vendo-me a "espiá-los". Por momentos penso que vai denunciar-me, mas surpreendentemente, não diz nada, continuando a olhar para mim com a mesma expressão de desinteresse com que olhava segundos antes para a parede. Poucos minutos depois, não mais de 5, o marido vem-se, dando-lhe umas estocadas mais fortes.

Afasto-me e vou para o bar. Ele chega um minuto depois dizendo que tinha acabado de dar uma boa foda. Fizemos alguma conversa de circunstância e apercebo-me da entrada da Cristina que me ignora propositadamente e se dirige para a caixa. Entretanto juntou-se a nós um amigo ele com quem começou a conversar. Para lhe dar privacidade afasto-me.

Vou deambulando e olhando para a Cristina, apanhando-a a olhar também para mim, mas desviando logo o olhar. Aproximando-me dela, mas ela afasta-se. Percebo que está a evitar-me. Vai dizer qualquer coisa ao marido e ele chama-me, apesar dos protestos dela, pedindo-me para a acompanhar a casa. Assim faço. Ela conduz o carro dela e eu vou logo atrás. Assim que entra em casa, dou meia volta e regresso.

Ao chegar ao strip-club, já ele tinha fechado, vendo uma ambulância e um carro da polícia à porta. O meu colega informa-me que os gorilas voltaram e deram um enxerto ao Rui, deixando-o muito mal tratado. Acompanho-o ao hospital, onde dá entrada em coma, enquanto o meu colega vai buscar a esposa, que se junta a nós mais tarde.

Coloco-a a par da situação. O marido está nos cuidados intensivos, pelo que ali não havia mais nada a fazer, o melhor era ela ir descansar e voltar no dia seguinte. Entretanto um médico informa-a que o marido está em coma profundo por hemorragia cerebral e face à localização, extensão e gravidade, a evolução clínica durará muitos meses.

Ela fica abalada, apoio-a para não desfalecer, sentando-a numa cadeira. Logo de seguida chega um polícia pretendendo ouvir declarações, mas percebendo o estado da situação, deixa-as para o dia seguinte. Por fim, imponho-me, dizendo-lhe que a ia levar a casa. Ao chegarmos ao carro, ela pede-me para a levar ao clube. Assim faço.

Por aquela altura já tudo estava limpo e arrumado, permanecendo algumas raparigas no local. Mando-as para casa e acompanho a Cristina a fazer uma verificação. Ela de repente rompe num pranto. Consolo-a, mas ela afasta-se instintivamente.

- O que se passa consigo? Por que me rejeita?

- A minha preocupação é o estado do meu marido...

- Você preocupada com aquele homem que ainda há duas horas atrás tratou-a abaixo de cão? Dizendo que o importante era não terem estragado nada e que você era uma coisa?

- Ele não queria dizer aquilo?

- Não queria? E para demonstrar o seu arrependimento fode-a à canzana sobre uma mesa como se a Cristina fosse uma gaja qualquer... preocupou-se consigo, nem pensar, quis satisfazer-se e depois veio gabar-se que lhe tinha dado uma boa foda e beber com os amigos... é este o homem que você valoriza?

Ela nem reage.

- Aquele homem não sabe valorizar aquilo que tem... ele não a respeita, não a merece nem faz nada para a merecer... ele devia tratá-la como uma princesa, não como trata as gajas que diz serem dele... você não é uma qualquer, você é um portento de mulher que merece mais, muito mais do que aquilo que recebe dele... você merece ser amada, você merece um homem que a estime, que se preocupe consigo, que a faça feliz...

- E você acha-se esse homem?

- Se a Cristina quisesse, poderia ser...

- Talvez noutra vida...

- E porque não nesta?

Aproximo-me dela, passando-lhe a mão pelos cabe-los.

- Deixe-me amá-la...

- Não posso... cada um no seu lugar... eu sou uma mulher casada, você é um simples funcionário...

- Você é uma mulher casada, mas mal casada... você não é feliz...

- O que sabe você disso?

- Basta comparar o seu comportamento quando fez sexo comigo e quando fez com o seu adorado marido...

- O que tem?

- O que tem? Não a vi gozar com ele como gozou comigo... aliás, deixe-me perguntar-lhe, ele alguma vez a fez gozar como gozou comigo?

- Não tenho que responder a isso...

- Cristina, somos duas pessoal adultas, olhe-me nos olhos e diga-me quando foi que ele a fez gozar como gozou hoje comigo...

- Não sei...

- Há quanto tempo? Se é que alguma vez a fez gozar desta forma?

- Não sei... não sei... há muito, não sei...

Agarro-a com força. Ela olha para mim assustada.

- Cristina, estou aqui e agora a dar-lhe a oportunidade de ser novamente feliz, se é que alguma vez o foi com o seu marido. Ele vai ficar naquela cama ligado às máquinas talvez para sempre... pense agora em si, pense na sua vida, na sua felicidade...

Ela engole em seco.

- Hoje fizemos sexo e gostamos... vamos agora fazer não sexo, mas amor...

Ela não responde. Puxo-a lentamente, levando-a para a mesma sala vip onde estivemos antes. Ela nada fez para se opor, deixando-se conduzir por mim. Ao chegar-mos ao mesmo sofá onde tínhamos feito sexo horas antes, acariciei-lhe a face, dizendo o quão bonita era. Elogiando-a constantemente, comecei a despi-la lentamente, peça por peça até a deixar toda nua. Depois, quando me ia despir, ela reage e começa ela a fazê-lo.

E é ela que toma a iniciativa, sentando-se na beira do sofá. Agarra-me a verga que já está de pé e começa a masturbá-la e a chupá-la, com tanto de delicadeza como de vontade por a devorar. Deixo-a deliciar-se o tempo que desejar. Ela umas vezes só chupava, mantendo as mãos na base da minha verga, outras, bata-me apenas uma punheta, olhando-a como se estivesse hipnotizada por aquele barrote, outras vezes olhando para mim.

Banqueteou-se com ela durante uns bons 20 minutos até que parou e chegando-se mais para trás e deitando-se de pernas abertas pede-me para a possuir. Eu inclino-me sobre ela, mas antes de a penetrar, chupo-lhe aquela deliciosa chana já completamente encharcada com os seus fluídos vaginais. Agora sou eu que a chupo até a fazer gozar e mesmo durante o seu orgasmo e continuava se ela não me pedi-se para parar porque a sensação era tão intensa que ela não conseguia suportar mais.

Ela faz-me então deitar e sobe para cima de mim com um belo sorriso nos lábios, mordendo-os de seguida. Sem mãos começa então a mover o seu quadril tentando apanhar a ponta da minha verga, fazendo-a roçar as bodas até acertar com o buraco. Aí, o seu rosto parece resplandecer. Começa então a enfiá-la lentamente, esboçando novo sorriso.

Não a enfia toda. Assim que sente que chegou ao fundo, não força, voltando a subir. Começou então a cavalgar-me, apoiando-se no meu peito, primeiro lentamente, mas aos poucos, vai aumentando a cadência. Ela sobe e desce a um bom ritmo até começar a ficar cansada, aí, seguro-a pelas nádegas e ajudo-a, apoiando-a e começo eu com o vai e vem até gozarmos quase ao mesmo tempo.

Plenamente satisfeita, deita-se sobre mim e assim ficamos, abraçados, trocando carícias durante algum tempo. A partir daquele momento, tornamo-nos amantes, fazendo os nossos encontros às escondidas de todos. Como a violenta agressão ao marido ainda estava em investigação policial, eu não ia a casa dela nem saíamos muito juntos, por isso, o nosso ninho de amor era no próprio clube.

Um ano depois, ainda o marido estava em estado vegetativo sem prognóstico de poder acordar. Da investigação nunca mais ouvimos falar. O negócio continuou de vento em popa. Fechamos aquele clube e abrimos um outro, maior e melhor. Hoje, a Cristina e eu fazemos vida de casal...

Prólogo

A "guerra" da noite nunca existiu, foi uma mentira criada por mim. Juntei uma malta e atacamos um clube nocturno de um importante fulano da noite, espalhando o boato que a mando de um outro sicrano, também uma figura importante da noite. Este último negou obviamente, mas quem acreditou nele? Depois fizemos-lhe o mesmo, espalhando o boato ao contrário. Isto criou um ambiente de desconfiança entre estes figurões.

Obviamente que esta "guerra" chegou aos ouvidos de todos aqueles que tinham negócios na noite, até porque, também espalhamos o boato de que a guerra visava controlar territórios. Tudo mentira. Este foi o mote para eu focar a minha atenção naquele strip club. Ele foi atacado a meu mando. Mas antes desse ataque, visitei-o, oferecendo os meus serviços de segurança. Para evitar suspeitas, fiz o mesmo noutros clubes nocturnos.

Por isso, foi com toda a naturalidade que fui contratado. Os gorilas que obrigaram a Cristina a fazer sexo comigo, estavam a obedecer a ordens minhas. Fui eu quem lhes disse para nos "obrigar" a fazer sexo". E foi a meu mando que eles deram puseram o Rui em coma no hospital. As ordens não era para o matar, mas para o deixar muito mal tratado, de preferência, numa cadeira de rodas, mas as coisas acabaram por correr melhor que o planeado.

Tudo isto para quê?

Planeei este golpe para me apoderar daquele clube nocturno. Ficar com a Cristina não fazia parte do plano, mas acabei por me apaixonar por aquela bela e delicada flor...

 
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