Quando a sua vagina muda de visual
Publicado em 2019-01-09 na categoria SexAppeal / Elas e o sexo


Parto, gravidez, alterações de peso e envelhecimento, podem ser algumas das causas para que os músculos e os tecidos vaginais fiquem mais relaxados. De acordo com a opinião de um cirurgião, estas preocupações podem ter um fim à vista! Conheçam neste artigo as razões que levam muitas mulheres a desejarem realizar esta cirurgia.

Ao longo dos últimos anos, a cirurgia estética íntima tem vindo a ganhar cada vez mais adeptas. Estamos a falar de uma reconstrução vaginal que, muitas vezes, vai além das questões puramente estéticas. "O nosso país continua com um grande tabu a este nível, mas, hoje em dia, considera-se que a mulher deve tratar tão bem da sua cara como da sua vagina", começa por afirmar este cirurgião, acrescentando: "É tão legítimo, hoje, a mulher querer rejuvenescer a sua cara, como o é com a sua vagina", afirma, de forma peremptória.

As preocupações femininas

Sendo actualmente reconhecido como um dos melhores cirurgiões plásticos, das vertentes estética e reconstrutiva do mundo, Biscaia Fraga afirma que uma das causas mais frequentes que leva as mulheres, na faixa etária dos 50 anos, a procurá-lo é, na sua grande maioria, uma situação associada à gravidez e ao parto.

"As mulheres que passaram por vários partos ficam com uma flacidez vaginal, do género da que acontece também na parede abdominal e que provoca aquela barriguinha indesejável. Elas queixam-se que o seu relacionamento íntimo está diferente devido a essa flacidez. Portanto, é aí que o cirurgião entra, de modo a reconstruir essa parte muscular e mucosa da vagina. Estamos a falar de uma situação que é muito importante para a vida sexual da mulher", ressalva o especialista.

Mas hão ainda outras situações, tal como o próprio cirirgião nos revela: "Outro dos casos que me aparece frequentemente é o aumento exagerado da dimensão dos pequenos lábios vaginais. Há um número significativo de mulheres a procurar-me por causa disto e creio até que seja aquela cirurgia que é a mais praticada. Estamos a falar da redução dos pequenos lábios da vagina, porque é algo que se torna inestético, nomeadamente quando usam roupas mais justas".

Tal como na causa anterior, também esta pode vir a alterar o relacionamento íntimo entre um casal, isto porque, segundo o cirurgião Biscaia fraga, "há casos de mulheres que se sentem inibidas... Portanto, elas procuram fazer esta cirurgia por uma questão estética, mas também emocional", garante o médico.

Outro dos casos que chegam até si é o aumento do peso das mulheres de 50 anos. Essa gordura corporal vai fazer com que o volume da vagina também aumente. "Chego a tirar meio litro de gordura da região púbica", diz-nos, provocando alguma surpresa.

"Além de ser algo altamente inestético, é também um factor que interfere na vida sexual. Mais uma vez fá-la sentir-se inibida e retraída", conta-nos, acrescentando que todos estes casos têm em comum o facto de provocarem uma baixa auto-estima na mulher.

Dar mais volume ao ponto G

"No que toca à pouca auto-estima, as mulheres, nessa matéria, são muito determinadas, porque quando me procuram, sabem bastante bem o que pretendem. Depois da consulta nota-se uma grande melhoria em todas elas", assume Biscaia Fraga, que nos dá um exemplo real disso: "Tenho o caso de uma senhora, que ronda os 50 anos, que teve seis partos normais, e que, depois de já ter feito uma correcção do género, diz que se sente agora como se tivesse 20 anos", revela.

"Mas há ainda outras situações mais raras, como é o caso do apagamento do relevo vulvo vaginal, que me chegam". Mas o que quer isto dizer, afinal? "Estamos a falar de pessoas que são magras e que pretendem aumentar o volume vaginal, uma cirurgia que faço com o plasma e o tecido adiposo da própria mulher. E fica corrigido com carácter duradouro".

Porém, existem ainda pacientes cujo objectivo é dar mais volume a determinados pontos da vagina, como o próprio cirurgião aponta: "Há mulheres que querem dar mais volume ao ponto G, que é também uma cirurgia que é feita com o próprio tecido da mulher. Dando mais relevo a este ponto, a mulher fica com mais prazer durante o acto sexual".

Anda de bicicleta ou de moto?

"Ultimamente, e com frequência, também têm aparecido casos de mulheres que andam muito de bicicleta ou moto, ou que fazem equitação, e que têm uma assimetria vulvar", alerta o cirurgião, que explica: "Isto é, um lado está maior do que o outro. Deve-se seguramente ao facto da mulher se apoiar mais de um lado quando se senta".

Na sequência disto, o lado que é mais apoiado acaba por inflamar e, consequentemente, cria um processo inflamatório crónico. "Isto está a acontecer cada vez mais..."

Quanto pode custar?

Agora que já perceberam as razões que podem levas as mulheres a querer modificar a sua vagina, fica a faltar saber quanto tempo demora e os custos que pode ter.

"Podem durar entre uma a duas horas, dependendo do tipo de cirurgia. Quando são situações mais complexas, que envolvem a reconstrução da musculatura, leva no máximo duas horas. Este tipo de cirurgias pode ir dos €800 aos €1500. Se for uma reconstrução mais complicada, pode chegar aos €3000."

Já o pós-operatório não é muito complicado... para as mulheres. "Este tipo de cirurgias são feitas com uma sedação e com uma anestesia local e a mulher, ao fim de 20 dias, pode iniciar a sua actividade sexual sem problema nenhum. Paradoxalmente, tratando-se de uma zona tão sensível, as pessoas não se queixam com dores depois da cirurgia. O que é curiosos. A própria biologia da mulher, comparativamente com a do homem, tem recuperações muito mais rápidas", adianta Biscaia Fraga, ao mesmo tempo que garante que estas cirurgias são todas elas de carácter duradouro.

 
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