Sexo prolongado: guia para ignorar o orgasmo e fazer amor por horas
Publicado em 2012-07-10 na categoria Sexiness / Guias sexuais


Algumas mulheres reclamam que os seus parceiros não aguentam muito tempo a penetração. Eles contra-argumentam que, se estão muito excitados, não conseguem segurar a ejaculação e depois, enfraquecidos, prolongam o sexo como dá. Ambos surpreendem-se com a ideia dos homens não ejacularem e guardarem a energia para a próxima noite. Apresentamos um guia com algumas sugestões para ajudar a mudar esse cenário.

Antes, alguns esclarecimentos. Quando falamos de “sexo prolongado”, temos em mente um casal que fica mais de 3 horas a fazer sexo – com breves interrupções para expressões de carinho, conversa, hidratação e alimentação – sem contar preliminares como jantar e dança. Nada demais, mas recentemente descobrimos que não é uma experiência presente em todas as camas.

Por “ignorar o orgasmo”, refiromo-nos a fazer sexo sem dar nenhuma importância ao orgasmo e continuar mesmo depois de gozar. Como isso é uma raridade no universo masculino (mesmo para quem consegue, a potência é bastante reduzida na segunda vez), recomenda-se que o homem evite ejacular, enquanto as mulheres ficam livres para gozar o quanto quiserem.

Ao criar este guia, evitamos conselhos óbvios como “façam alguma actividade física” (claro, é muito melhor se ambos praticam algum desporto, dança, ioga ou arte marcial), “alternem lugares e posições sexuais” (maravilhoso se usarem a bancada do escritório, a mesa da cozinha, a escada do prédio, de quatro, de ladinho, em pé) ou “usem várias camisinhas” (esperamos que vocês já sejam mestres na arte de espalhar camisinhas pelo chão).

Muitas sugestões são direcionadas aos homens pois nunca encontramos uma mulher que não estivesse pronta para mais de 3 horas de sexo irrestrito. Além das dicas que se aplicam a ambos, deixamos uma sugestão de jogo para as meninas que desejam enlouquecer a mente dos seus parceiros. Dividimos em “Antes” e “Durante”. Para “Depois” indicamos uma promoção perfeita para quem, como nós, deseja trocar o apartamento por uma cavana.

Por fim, não confundam: nada disto é sexo tântrico. Tantra é outra coisa.

  • ANTES…

1. Não ejaculem durante 2 ou 3 dias

Duas constatações do homem que observa o seu funcionamento sexual: a ejaculação desperdiça energia vital, diminui a qualidade da ereção e o desejo de atravessar e penetrar a mulher. Se vocês respeitam a mulher, fiquem 3 dias sem ejacular antes de encontrá-la. Naquele fim de semana em que vocês não se largam, deixem a ejaculação apenas no fim do domingo, ou melhor, não ejaculem e iniciem a semana com 100% de vigor. Ejacular deve ser um acto consciente e não uma necessidade. Para aguentar mais de 3 horas de sexo, direccionem a energia acumulada e mantenham a potência total até levar a mulher à exaustão. Ainda assim, vocês têm a liberdade de não ejacular, o que muitas vezes acontece simplesmente porque ela, depois de gozar várias vezes, acaba por dormir.

2. Sentem-se imóveis em silêncio

Para não reagir ao impulso de gozar e aprender a ficar presente, sem cair em pensamentos e emoções autocentradas que tensionam o nosso corpo (o que só aumenta a nossa necessidade de ejacular para liberar o stress), existe o milenar método da meditação. É bastante simples: sentem-se e fiquem imóveis em silêncio por uns 15 minutos. Observem como a vossa mente é arrastada por vários pensamentos e como a energia do vosso corpo oscila. Com a prática, vocês treinam a liberdade frente aos impulsos, estabilizam a energia e intensificam a vossa presença no mundo, algo que aprofundará o prazer na cama.

3. Ajam como se já estivessem na cama

A melhor forma de fazerem sexo sem fim é não colocar um começo. Antes do beijo, longe da cama, eles movem-se como se já estivessem deitados e a transpirar toda a noite. Ou seja, fazem amor com todas as coisas ao redor, deliciam-se com o vinho, piscam de prazer. Ele toca nas coisas como se estivesse a tocar nelas: com firmeza e delicadeza, sabendo o que estão a fazer e para onde vão, mas sem pressa alguma de chegar. Elas abrem o sorriso como se estivessem a tirar a saia. Então, quando eles começam a penetrá-las, ambos têm a certeza de que aquilo já estava a acontecer. Aí o difícil é descobrir como terminar aquilo que nunca começou.

4. Se não estiverem dispostas(os), nem comecem

Não temos a obrigação de finalizar uma noite quase perfeita com sexo. Se chegamos cansados, é melhor dormir do que fazer um sexo displicente, sem vigor, apático. Se a mulher está animada, o homem pode tomar um banho gelado para ficar no ponto (acreditem, fazemos isso). Se é o homem que está pronto, a mulher pode deixar-se levar até ficar excitada e pedir pela penetração. No entanto, nem sempre isso acontece naturalmente – e se há esforço, é melhor deixar para depois. O ponto é não aceitar nada menos do que um sexo vigoroso, atento, com total presença de ambos.

DURANTE…

5. Respirem profundamente e absorvam o outro

Enquanto algumas mulheres fazem uma respiração pulmonar, superficial, agitada durante o sexo, muitos homens não sabem que soltar a barriga é um dos melhores modos de prorrogar a ejaculação. Sem vergonha, ambos podem perder a pose e respirar profundamente pelo abdômen durante o sexo. A contração usual da barriga deve ser transferida para os músculos pélvicos. Em vez de reter, meter. Aceitação sem filtros, a respiração é o vosso grande convite ao outro e à vida: “Traga o que quisere, venha como vier: eu vou-te abocanhar, chupar e absorver tudo até te devolver, completamente transformada, a ti mesma”.

6. Não tentem controlar o orgasmo

Com a prática da respiração consciente, descobrimos que podemos nos movimentar freneticamente como animais e, ao mesmo tempo, respirar lentamente como deuses. Tal estabilidade gera o destemor que precisamos para chamar o mais intenso prazer. Avançar até o orgasmo em vez de evitá-lo. Para não ejacular, não fiquem a controlar-se. Quando vocês colocam um limite, todos os estímulos tornam-se perturbadores e empurram-vos ao orgasmo. Nas preliminares, façam o teste das cócegas: se uma leve carícia, na axila ou na cintura, vos fizer tremer como uma criança, respirem e aprofundem a entrega sensorial. O mesmo vale para as mulheres.

O caminho é inverso: vão até ao fim, relaxem, solte,-se, permitam que o prazer aumente em vez de impedi-lo e travá-lo. Para os homens: quando sentirem que vão gozar, parem um pouco, troquem de posição e continuem até adquirir confiança para ultrapassar o ponto no qual vocês estavão acostumados a desesperar. Para as mulheres: vejam se gostam de segurar por muito tempo ou, se isso as distanciar do orgasmo, gozem várias vezes enquanto eles treinam não ejacular.

Para o casal, eis o processo rumo a níveis mais profundos de prazer: onde antes tremíamos numa experiência de pico, agora repousamos num céu de gozo sem origem, fim, eu, outro, dentro ou fora. O pico do prazer, se quiser ser considerado orgasmo, terá de ser cada vez mais arrebatador para conseguir nos fazer cair, desfalecer, estremecer.

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