|
||||||||||||||||||||||||||||
A sexualidade na 3ª IdadePublicado em 2012-07-06 na categoria SexAppeal / 3ª idade e o sexo
|
||||||||||||||||||||||||||||
A actividade sexual das pessoas nem sempre é igual durante a vida. Embora seja ponto assente que a sexualidade está presente desde do nascimento até à velhice. A forma com essa sexualidade é vivida é que é diferente consoante a idade. Na infância a sexualidade é encarada de um ponto de vista de descoberta, da procura do próprio corpo. Considera-se como o primeiro acto sexual da criança o mamar no peito da mãe. É na puberdade (11/14) que a descoberta da sexualidade tem o seu auge.
Fruto da actividade maior das hormonas sexuais, o jovem começa a aperceber-se de várias transformações no seu corpo (o aumento dos órgãos sexuais, a ejaculação nocturna nos rapazes e a primeira menstruação nas raparigas - a menarca) e a sentir verdadeiro desejo sexual. É neste período que surgem, normalmente, os primeiros contactos Na idade maior, o desejo sexual não desaparece apenas a menor vitalidade física do indivíduo o impede de ser tão activo sexualmente. A frequência das actividades sexuais é menor e menos intensa, mas mais sensível. Passa-se do domínio essencialmente físico para um domínio mais afectivo. E ao contrário do senso comum os idosos mantêm uma actividade sexual regular, “Enquanto o homem viver, seja qual for a sua idade, é capaz de sentir impulsos eróticos não existindo nenhuma idade em que a actividade sexual, os pensamentos sobre sexo ou o desejo acabem” (Lopes, 1993). 73% dos seniores entre os 57 e 64 anos indicaram ter tido relações sexuais no último ano assim como 26% dos mais maiores de 75 anos. Num estudo de Bretschneider (1996) verificou-se que as actividades sexuais mais frequentes entre os idosos eram a carícias, os toques e, finalmente, o coito. Quanto à prática da masturbação, 74% dos homens e 42% das mulheres ainda a praticam, pelos menos duas vez por mês, (Kaiser, 1996) e a capacidade de alcançar orgasmos mantém-se intactas no homem e na mulher, apenas podem demorar mais tempo a alcançar. O sexo vaginal deixa de ser a principal fonte de prazer e o erotismo apresenta-se mais difuso, passando a se manifestar por outras formas de estimulação e outras zonas erógenas. O importante é que essas pessoas estejam preparadas para desfrutar de alternativas diárias como o toque, carícias, massagens, bem como todo o carinho proporcionado pelo momento a dois” (Silva, 2003). A literatura também indica que o desinteresse sexual é maior nas idosas do que nos idoso. Pelo contrário quando surgem problemas de índole intima as mulheres tendem mais facilmente a procurar ajuda junto do médico de família do que o homem. A mulher coloca mais facilmente perguntas do que o homem que espera que o médico pergunte primeiro. (Tudiver e Talbot, 1999). Preocupante actualmente é o aumento do número de casos de sida nos idosos. “Os principais resultados obtidos não deixam espaço para dúvidas. Verifica-se que no indivíduo com +50 anos de idade os casos de SIDA revelam uma tendência crescente... Podemos assim concluir que existe uma tendência evolutiva crescente dos casos de SIDA no grupo etário M50 anos de idade com especial evidência para grupos etários superiores, (60-64 anos e, +65 anos)” (Dias, António et all, 2005). Em alguns casos este fenómeno está associado ao aparecimento de fármacos como o Viagra que permitiram Outro problema que surge é quando o idoso é institucionalizado, num lar ou residência, e a sua sexualidade é completamente ignorada ou até enxovalhada pelas funcionárias, são muito raras as instituições onde a sexualidade/intimidade /afectividade é salvaguardada ou incentivada. Os estudos realizados (Doll, 2008; Pinho e Pinto, 2008; Egber, 2007; AGS, 2007) indicam que a atitude do quadro técnico dos lares (enfermeiras, ajudantes de lares, assistentes sociais, etc.) e mesmo do familiares, perante a sexualidade dos idosos é de desconforto, escárnio e inibição (... mesmo em instituições [EUA] de «ponta» apenas 9% dos hóspedes estavam sexualmente activos. Mas, dos inactivos, 17% atribuíram à sua inactividade a faltas de oportunidade” (Gomes, 1987). Seria interessante adoptar em Portugal o modelo da Dinamarca (ver Mooler, 2001) em que há prostitutas e prostitutos especializados em idosos e que fornecem os seus serviços aos mais velhos, no domicílio ou nos lares, no âmbito das políticas sociais e de saúde desses países. A visão moderna e liberal da sexualidade, que a encara como algo natural e maravilhosa, raramente é aplicada para descrever a experiência sexual nos idosos, visto que quando os temas sexo e idosos são confrontados, reaparece a ignorância e o preconceito. comenta Eliopoulos (2005). Globalmente o envelhecimento físico e genital caracteriza-se por:
* A disfunção sexual atinge os 40 dos homens com mais de 50 anos (in Sapo Saúde consultado a 20 de MULHER Em geral não há uma abrupta perda dos impulsos sexuais a coincidir com a menopausa, tal como receiam muitas mulheres. Na mulher, por volta dos 45/50 surge a menopausa que significa o fim do período menstrual e do ciclo fértil da mulher. Este processo não é repentino, o ciclo começa por ser irregular, até por fim acabar. É neste período, perimenopausa ou climatério que ocorrem as mudanças no corpo da mulher. Esta etapa caracteriza-se por: Alguns desses efeitos podem ser minorados através da terapia de substituição hormonal (TSH), que consiste na introdução no organismo de estrogénios e progestagénio que tentam fazer com que o corpo volte a sua condição pré-menopausa. O homem, ao invés da mulher pode continuar fértil até muito tarde, embora também sinta alguns dos problemas normais resultantes do envelhecimento, nomeadamente a diminuição das hormonas sexuais. A fase em que se sentem mais os sintomas do envelhecimento sexual, chama-se andropausa. Em jeito de conclusão os problemas sexuais mais importantes que ocorrem na velhice são: Apesar destes problemas é importante salientar que a actividade sexual nos idosos existe e recomenda-se. |
||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||
ErosGuia 2012
Desenvolvido por Ideia CRIATIVA






A sexualidade na 3ª Idade




