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Dispareunia: Quando a dor impede o sexo!Publicado em 2012-07-05 na categoria SexLexis / Saúde sexual feminina
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Neste post vamos abordar um assunto pouco falado, mas que é contudo, de grande importância para todas as mulheres: os incómodos que elas sofrem quando desejam praticar uma actividade sexual. O que será do prazer feminino se a agradável sensação de excitação se transformar num transtorno? A dor e os incómodos durante o coito podem ser causados por vários motivos. Como identificar, resolvê-los e alcançar uma vida sexual plena?A dor vaginal sentida durante a penetração denomina-se dispareunia. Para o seu diagnóstico e atenção é importante constatar em que lugar da vagina é que a dor se produz, se a mulher sempre a sentiu ou se a dor apareceu em algum momento especifico da sua vida. As vezes essa dor é tão intensa que as mulheres não conseguem relaxar e acabam simplesmente por evitar a relação sexual para não sofrerem. A dispareunia pode desencadear um vaginismo, ou seja, a vagina “fecha-se” involuntariamente e não permite a entrada nem se quer de um centímetro de um dedo. Os músculos perivaginais fecham-se e parece não existir mais a entrada para a vagina. É comum que em algum momento da sua vida as mulheres manifestem dor vaginal no momento da penetração e/ou durante uma relação sexual. Os motivos da dor podem ser variados. A presença de micoses (fungos), ou uma infecção de transmissão sexual (por exemplo: herpes) podem ser também as causas da dor vaginal e não são consideradas disfunções sexuais. Um psicólogo com formação em sexologia e o ginecologista podem realizar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado. Em muitos casos o tratamento deve ser combinado. Uma observação é que, segundo especialistas, 90% das disfunções sexuais têm a sua origem em causas psicológicas (na educação recebida, em situações traumáticas sofridas, fobias, etc). Algumas causas orgânicas: A falta de lubrificação vaginal produz dor. Pode ter distintas origens: diminuição da produção de estrógenos durante o climatério e a menopausa, infecção vaginal ou urinária, presença de alguma infecção de trasmissão sexual, entrada de algum medicamento que diminui a lubrificação, mudança no PH (acidez) das secreções vaginais, etc. Ainda que a mulher esteja suficientemente lubrificada para a penetração, durante a relação sexual a lubrificação pode diminuir e causar dor ou moléstia. Em todos esses casos é necessário a consulta médica. Algumas causas emocionais, psicológicas e comportamentais Tanto os homens como as mulheres sustentam a falsa crença de que necessitam do mesmo tempo para excitar-se. Os homens geralmente atingem a ereção muito rápido, só com uma imagem já estão excitados e prontos para a penetração. Dessa maneira, as mulheres não dedicam o tempo necessário para se excitarem, lubrificarem e também não guiam os seus companheiros para que as estímulem como lhes agrada. Esta situação é a causa de muitas disfunções e dificuldades sexuais tanto para os homens como para as mulheres, entre elas, a dor vaginal na penetração Uma maneira de atingir a excitação, ajudar à lubirficação e alcançar o orgasmo é a masturbação. Mas as mulheres consideram-no um acto perverso para atingir a satisfação sexual. O clítoris é o orgão encarregado de desencadear o orgasmo na mulher. Os preconceitos e desconhecimentos inibem estes estímulos que são ideais para excitar-se e lubrificar-se, evitando assim a dor na penetração. A dor surge também como resposta ao temor de que a relação sexual remeta a uma gravidez não planeada, temor a contrair uma infecção de transmissão sexual, etc. O tratamento psicológico é o mais adequado para tentar descobrir as causas da dor coital, se estas são de origem psicológica, emocional e/ou educacional. Se vocês têm algum problema procurem ajuda, sexo bom é sexo com prazer! in, mundodamulher |
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