|
|||
A abstinência sexual e a religiãoPublicado em 2012-07-18 na categoria Sexo100Sentidos / Abstinência sexual
|
|||
A abstinência sexual é a prática de voluntariamente abster-se de alguns ou todos aspectos de actividade sexual. Razões comuns para a abstenção deliberada da expressão fÃsica do desejo sexual incluem razões religiosas e filosóficas (por exemplo castidade), e razões matrimoniais e de saúde, como prevenir a concepção (gravidez indesejada) ou contaminação por doenças sexualmente transmissÃveis (DST).Principalmente sob forte influência de grupos religiosos, alguns governos (como o dos Estados Unidos) passaram a adoptar como principal programa de educação sexual o estímulo da abstinência sexual em adolescentes. Esses programas procuram informar os jovens dos malefícios e convencê-los da imoralidade do sexo pré-marital (antes do casamento) e fornecem a abstinência como única opção saudável e segura contra a gravidez na adolescência e as DSTs. No entanto, diversos estudos indicaram que esses programas (nos Estados Unidos) não foram capazes de evitar esses riscos e ainda, pela falta de uma educação sexual correta. Também é tida como um pré-requisito para a prática de Qigong (ou Chi Kung/Kun) marcial, por alguns mestres, por um certo período de tempo. Aspectos religiosos Em outros países, a abstinência sexual antes do casamento é tratada como dogma pelo Catolicismo, Islamismo e Judaísmo e pelas igrejas protestantes, mas na prática é impossível constatar ou confirmar o suposto sucesso desse conjunto de regras, proibições, preceitos, conceitos, normas e convenções estabelecidos por essas religiões conservadoras na vida pessoal dos seus seguidores, tornando-se portanto um acto de fé espontâneo e inexplicável do fiel ou uma imposição vigiada pelos seus familiares, dependendo da religião em questão, às vezes com consequências graves para a saúde mental da pessoa, dependendo de cada caso. A abstinência sexual é questionada pela psicanálise, no sentido de alertar os pacientes sobre os seus riscos. Uma análise puramente racional revela que a abstinência sexual permanente traz poucas vantagens e benefícios, em face da necessidade de empenho mental dos seus adeptos, no sentido de se manterem invictos ou castos. Apesar disto um universo de milhares de freiras e frades insistem há séculos em manter-se castos, em instituições milenares como os monges de São Bento (beneditinos), os franciscanos, carmelitas e os dominicanos (Tomás de Aquino, dominicano, uma dos mais notáveis filósofos da humanidade não só defendeu as vantagens da castidade entre os religiosos como a praticou) e de várias outras instituições centenárias como os jesuítas, ou mais recentes como as Missionárias da Caridade fundadas por Madre Teresa de Calcutá, isto sem contar os orientais dentre eles tibetanos por exemplo. Todos os santos, notadamente, os reconhecidos pela Igreja Católica, leigos ou religiosos, de alguma forma sempre fizeram a apologia da castidade, desde os primórdios do cristianismo até os dias atuais. São Josemaria Escrivá, canonizado no último decênio do século XX, por exemplo, deixou escrito sobre a castidade:
Nós queremos olhar com olhos limpos, animados pela pregação do Mestre: "Bem-aventurados os que têm o coração puro, porque verão a Deus." A Igreja apresentou sempre estas palavras como um convite à castidade. Guardam um coração sadio, escreve São João Crisóstomo, "os que possuem uma consciência completamente limpa ou os que amam a castidade." Nenhuma virtude é tão necessária como esta para ver a Deus.
|
|||
|
ErosGuia 2012
Desenvolvido por Ideia CRIATIVA






A abstinência sexual e a religião




