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Inversão de papéisPublicado em 2013-03-05 na categoria Absex / Actos sexuais
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De todas as práticas sexuais que envolvem a denominada «dominação feminina», aquela que é mais conhecida como a inversão de papéis, mais especificamente o «strap-on» é mesmo uma das mais comuns, mas para muitos dos seus praticantes, este prazer não é necessariamente só BDSM...De todas as práticas de Dominação Feminina, a inversão de papéis, mais especificamente o strap-on (ela a penetrá-lo com a ajuda de um cinto e um dildo acoplado) é a que fui mais relutante em experimentar como prática de humilhação, talvez porque para mim, a penetração anal em si não é um ato humilhante para o homem, afinal há prazer. Ou talvez porque, sendo feminina como sou eu temesse com a inversão de papéis perder um pouco da minha feminilidade. Mesmo quando estou com uma mulher, gosto de me sentir fêmea, tanto quanto aquela que está comigo. Deixo o papel de macho para quem é de direito, o próprio. Na inversão de papéis, o fato de estar naquele momento a exercer uma prática especificamente masculina, a penetração, sempre me incomodou um pouco como mulher, no entanto, não como Dominadora.
O mais interessante, é que hoje não vejo conotação homossexual na prática em si, apesar de saber que determinados homens até podem ser homossexuais com dificuldade de auto-aceitação, o que não é regra. Todos os homens com os quais fiz uso dessa prática até hoje, assumem-se heterossexuais, tenho certeza que alguns broxariam só em imaginar um pau de verdade a penetrar-lhes. Faz parte da fantasia deles ser possuído por uma mulher Dominante e não por um homem. Talvez até por isso exista um certo fascínio de alguns homens por travestis, afinal de contas é uma figura feminina dotada de um pau. Não considero como inversão o homem que curte ter o cu dedado enquanto é chupado, tampouco aquele que é submetido à massagem prostática, afinal a próstata é inegavelmente um orgão de prazer. Vejo como inversão, a feminização (roupas, maquilhagem, expressões femininas) ou o uso específico do cinto atado ao corpo da mulher e um pau de borracha (dildo) acoplado nele, para dessa forma ela através da penetração anal, exercer o papel atribuído ao macho enquanto ele é humilhado e submetido ao papel de fêmea. A primeira vez que comi um homem foi com um amigo switcher. O switcher no jogo S&M é aquele que hora é Dominador, hora Dominado, não necessariamente pela mesma pessoa. Normalmente ele exerce a sua faceta Dominante com uma pessoa e submete-se a outra, quase nunca num mesmo tempo. Com este amigo eu fui a Dominante, portanto ele foi o Dominado, apesar de eventualmente (mas não naquela tarde) ele ser Dominador também. Ele sabia que eu não tinha conhecimento da prática, e assim que chegamos ao hotel foi-me mostrar quase que de maneira didática como acoplar o pau de borracha ao cinto, como vestir, como fazer uso, a importancia da preparação e dilatação anal… Depois dessa rápida explicação partimos para a prática, e quando o assunto é Dominar, isso é muito natural em mim. Sei fazer uso do meu charme para ter prazer ao extremo. E mesmo sendo um doce de menina, aquele que está comigo sempre percebe quando um pedido meu não aceitaria um não como resposta. O mais difícil naquela primeira vez foi perceber que para aquele homem em especial, estar ali comigo não era a prática mais humilhante, a humilhação que ele esperava era das minhas palavras, nos insultos, expressões de detrimento à sua masculinidade e principalmente (e isso sim foi difícil) ser fodido como um homem fode uma mulher, mas sem perder a ternura… Foi difícil o vai e vem, o ritmo da foda, afinal de contas, por mais ajustado que o pau estivesse ele não me pertence. Passei a adorar como semi-deuses todos os homens que já me comeram até hoje. Que tarefa difícil é meter em alguém. Tarefa, aliás, extremamente bem executada por ele mesmo, o amigo switcher homem que eu comi o cu. Naquela tarde achei que nunca mais o faria novamente. Pouco tempo depois, uma amiga emprestou-me o seu escravo, ela disse que o strap-on é prática, e só ela levaria a perfeição. E curiosamente naquele empréstimo eu descobri que o que mais me deu tesão em comer um homem, não foi o ato em si, mas a humilhação em negar-lhe a masculinidade. Apesar do escravo da minha amiga ter prazer com a penetração anal e até admitir isso, ele envergonha-se deste prazer, e só o faz se for forçado. Naquele dia eu descobri que o meu prazer maior na inversão de papéis, não estava na prática em si, mas na humilhação de tê-lo emasculado. Lembro que em determinado momento, ele ficou doido de tesão e tentou acariciar-me e até teria feito sexo comigo se eu deixasse, mas uma frase que eu disse humilhou-o mais que tudo: “Não respeito como homem aquele que eu como o cu.” O que nem é uma verdade de fato, fiz sexo com o meu amigo switcher mesmo depois de tê-lo comido, mas acho que só disse isso porque com ele, esta frase funcionou mais que um bofetada na face. Com M., o meu masoquista preferido, eu tive certeza que o meu prazer com a inversão é realmente ligado a humilhação. Tanto, que não faço questão usar um cinto para enfiar um pau. Acho que homens ainda comem melhor que eu, e se ele quisesse realmente ser comido procuraria um e não uma mulher Dominadora. Costumo plugá-lo, obrigar o uso de calcinha, proibi-lo de me penetrar, exigir que me dê apenas prazer oral como se não fosse um homem… A inversão para M. é o fim, o cúmulo, terrível, mas ele se submete, porque o prazer dele é executar as minhas mais loucas ordens, o meu mais doido capricho. Acho que até hoje, eu não gosto muito dessa coisa de fingir que tenho um pau, não necessito disso e nem me sinto muito à vontade. Deixo paus para quem tem e sabe usar melhor que eu. Ainda bem. No entanto, dentro do contexto da humilhação Dominadora/escravo, a inversão de papéis funciona como uma punição muito mais severa que o spanking, já que priva o escravo de exercer o poder do seu falo como macho e sim ser submetido à Dominante por um pau que nem de verdade é. Quase sempre o maior prazer da Dominadora é ver que apesar de gritar aos quatro ventos a sua heterossexualidade, a grande maioria rebola e geme de prazer diante da prática.
O texto acima foi escrito especialmente para o Me And My Secret Life por Eunuco, para dar uma versão do submisso ao ato da Inversão de Papéis. in, avidasecreta |
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